TESTEMUNHO DA MARA MARAVILHA

 

A música, aliás, acompanha
Mara Maravilha desde a infância.
Já nos tempos de escola, na Bahia,
onde  nasceu a pequena Mara
participava de  concursos de
música e sempre levava  para casa
o prêmio.

Seu talento chamou a atenção da
produtora de  televisão baiana, que
a contratou para apresentar um programa infantil, o Clube do Mickey.
Foi lá que Silvio Santos a descobriu e levou para o SBT,   onde trabalhou por
mais de 10 anos, viajando por todo o Brasil como cantora e apresentadora.

Na SBT fez o Show Maravilha, entre outro programas.
O mesmo programa foi levado para a Argentina, onde Mara atuou por dois
anos como apresentadora.
Durante todo esse período seus programas sempre eram voltados ao público
infantil.
Paralelamente Mara desenvolvia sua carreira como cantora.

Ela conta que sempre foi uma pessoa religiosa e chegou a gravar muitas
músicas nessa linha.
Mesmo assim, diz que nessa época “não conhecia a Deus ,não tinha
discernimento,  dividia minha fé com imagens e superstições”.

Há 11 anos a vida da artista deu uma virada: “deixei de lado a teimosia e vi
que não adianta não se afastar do pecado.
Por isso veio a minha conversão, eu nasci de novo, sou uma nova pessoa”.
A transformação interior se manifestou também na vida exterior, garante
a missionária, que passou a ter uma  vida familiar e emocional mais
equilibrada, com novos  valores.

Está casada há oito anos e muito feliz.
Mara Maravilha conta que em suas viagens já conheceu muita gente que
vive de ilusões e sofre com isso.
“Muitas mulheres vêm para cá com o sonho de uma vida mais estável e
não percebem que a vida é muito mais do que isso.

Elas abrem mão de muita coisa que tem mais valor, como a família a paz
e o amor”, conclui.
Hoje a cantora tem vários trabalhos em CD para adultos e crianças,
além de 3 DVDs infantis e um para adultos.

Nos trabalhos voltados às crianças quem entra em ação são os bonecos
da Turma da Marinha, que trazem mensagens de Deus e jogos didáticos
de entretenimento.
No DVD voltado para o público adulto a produção inclui coral, orquestra,
balet,  encenação de passagens bíblicas e vídeo clips com a cantora.

Realizada com o trabalho que vem desenvolvendo, Mara confessa que, se
fosse para pedir algo para o próximo ano,  seria um filho.

Como era a sua vida
sem Jesus?

Mara –
Eu vivia de aparências.
Aparentava tudo o que gostaria
de ser.
Era uma pessoa sem paz.
Eu até tinha alegria, mas não
era uma alegria constante.
Eu vivia uma felicidade momentânea
que, quando  passava, deixava um vazio muito grande.
Hoje eu sou feliz em tempo integral.
Possa ter problemas, como todo mundo tem, mas sou verdadeiramente feliz.

Qual era a sua ideia sobre Deus?

 Mara – Eu sempre fui muito religiosa.
Era católica praticamente e esotérica.
Lia a Bíblia, falava de Deus.
Cantava “Jesus Cristo  eu estou aqui”, mas não o conhecia de verdade, não
tinha um relacionamento com ele.
Eu sempre busquei muito a Deus.
Adorava o sol, acreditava em horóscopo, cultuava os anjos, praticava os
ensinamentos da  Seicho-No-Ie, acendia incenso, tinha pirâmides, imagens
, etc.

Como você foi para a igreja?

Mara – Eu não fui querendo.
Muitas pessoas dizem que Deus tem de tocar,  que  quando alguém sentir
de ir vai.
Eu não acredito nisso.
Eu fui para a igreja porque a minha vida estava um caos.
Eu tinha problemas de saúde e problemas espirituais.
Tornei-me dependente de moderador de apetite,  estava presa no vício,
tomava até dez remédios  por dia.
Além disso, tinha um cisto no ovário e corria o  risco de perdê-lo.
Estava completamente perdida e Jesus me curou de tudo.

– Quem te evangelizou?

Mara – Várias pessoas me evangelizaram.
A palavra de Deus estava sempre chegando até a mim por intermédio de
um vizinho, de um parente, de um folheto, de um programa de rádio, de
televisão, de mensagens em adesivos de carros e até out-door.
Foi uma série de Jesuscidências

– Mas quem te levou para
a igreja?

Mara – Nas primeiras vezes,
eu fui com um casal  de amigos,
funcionários meus.
Fui uma ou duas vezes, gostei,
me emocionei, chorei bastante,
até aceitei Jesus, mas não levei
a sério e não voltei.

– Como você se senti dentro da igreja?

Mara – Tudo me incomodava.
O barulho, o jeito das pessoas, tudo.
Eu me achava um peixe fora d’água, mas me sentia bem.

 – Quando você foi para a igreja pra valer?

Mara – Quando estava com problemas de saúde,  eu voltei.
Mesmo sem vontade.
Tudo o que o pastor falava coincidia com a minha vida.
Então ao invés de dar ouvidos à minha crítica e aos meus
preconceitos, passei a dar valor ao que Deus estava falando
para mim.

Em determinado momento, o pastor falou para eu pensar
nos problemas que estava enfrentando e provar a Deus.
Eu achava até um desrespeito fazer isso.
Eu cresci acreditando num Deus distante e estava sendo
apresentada a um Deus que eu não conhecia, um Deus
com quem eu poderia me relacionar mais do que com
qualquer pessoa, um Deus indescritível.
Naquele dia, fiz um propósito pedi cura e libertação.


– Como foi o início da sua
vida com Cristo?

Mara – Depois de aceitar Jesus,
no mesmo dia, o pastor disse
que eu tinha que ir uma semana
inteira à igreja todos os dias.
Achei demais, mas fui só para
ver se acontecia alguma coisa.
Já não tomava mais os remédios,
mas ainda sentia vontade.
Provei Deus, me aproximei dele. Estava nas trevas, nas correntes, e fui liberta.

– Foi fácil para você ir à igreja todos os dias da semana?

Mara – Não foi nada fácil, ainda mais porque o Pastor também disse
que eu teria de ir vestida em pano de saco, que teria de me humilhar
embaixo da mão potente de Deus.
Eu já tinha sido muito humilhada pelos homens.
Enfrentei calúnias, inveja.
Sofri demais antes de conhecer Jesus.Mesmo sem vontade,
fui a igreja durante uma semana, vestida em
pano de saco, mesmo sendo uma artista famosa, porque era isso que
Deus queria de mim.
A gente tem de ir à casa de Deus com vontade ou sem vontade,
porque temos que obedecer a vontade Dele.
Naquela mesma semana, minha vida começou a mudar radicalmente.
A primeira mudança aconteceu no meu coração, eu me libertei da
tristeza, alcancei a cura dos meus problemas físicos e continuo
mudando até hoje.

 – Como foi a sua adaptação à igreja, já que você já é uma
pessoa famosa?

Mara – O assédio sempre existe, mas o Espírito Santo se encarrega
de tudo.
Ele me tornou mais carinhosa com as pessoas. Sempre fui muito
agitada e agora sou mais tranquila. Sei que muita gente me critica.
A fama e o sucesso fazem parte da vida do artista, mas eu não
me iludo.
Sei que a minha glória não está neste mundo, estou esperando
a minha glória lá no céu.

 

– O que mudou no seu relacionamento com a família
e os amigos depois da conversão?
Mara – Existem evangélicos desviados na minha família, da parte
do meu pai.
Eu não faço distinção nenhuma entre os da fé e os que não são da
fé porque o inimigo usa o preconceito contra a gente.
Enfrentei algumas críticas e preconceitos, mas amém.
“Em tudo dai graças”.
O importante é que eu estou firme e vou prosseguir nesse caminho.

 – Você já ganhou alguém da sua família para Jesus?

Mara – A minha mãe e um tio meu estão vindo para a igreja.

 – Como tem sido seu trabalho de evangelismo?

Mara – Eu dou meu testemunho pelo Brasil inteiro, faço shows
evangélicos busco sempre unção do Espírito Santo para que as
pessoas sejam alcançadas.
Eu continuo com a minha vida secular ativa.
Também faço shows não evangélicos. Eu uso isso como um modo
de brilhar com a luz de Jesus no meio daqueles de que não o
conhecem.
Afinal, nós somos sal da terra e luz do mundo e a luz não pode
ficar escondida

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