PALAVRAS ESSENCIAIS: PAZ


Diante da violência, sentimos medo.
Convivemos também com o mal-estar
de perceber que não conseguimos
fazer da paz a canção presente nos
lábios da nossa comunidade.

 

Embora chocados com a nossa impotência,
tão frenético é o carrossel da guerra, explosiva
ou silenciosa, perto ou longe, temos que
admitir que a violência é inerente à condição
humana.

Por isto, tendemos a reagir com violência sempre
que ameaçados ou toda vez que nossos desejos
(legítimos e ilegítimos) se veem frustrados.

A violência nasce da idolatria do dinheiro, adorado
como uma divindade suprema que não derrubamos.
Necessário para a sobrevivência e a dignidade, ele
está na origem da desigualdade, pronto para ligar
o motor da morte.

Apesar dessas condições inegáveis, podemos
escolher a paz, segundo o projeto divino:
“O lobo e o cordeiro comerão juntos,
e o leão comerá feno, como o boi,
mas o pó será a comida da serpente”.
(Isaías 65.25).

Só então, “os maus desaparecerão” e “os humildes
viverão em segurança” com “alegria, prosperidade
e paz” (Salmo 37.10-11).

Precisamos plantar dentro do nosso próprio coração
a semente da paz, que se cultiva com o respeito ao
outro, mesmo que pense ou aja diferente de nós.

A paz acontece com projetos que dignificam pessoas
e comunidades, com quem nos mobilizamos
misericordiosa e corajosamente.

Israel B. Azevedo

 

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos,
nas palavras, nas ações, no jeito de olhar,
no dia-a-dia e até no que não é dito com
palavras, mas fica no ar”.
(Manuel Bandeira)

 

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