DEIXE-SE CONDUZIR

Com a vida desgovernada,
Saulo achava que sabia o que estava
fazendo.
Odiava, mas imaginava que amava.
Manipulava, embora parecesse
submisso.
Sempre ensinava, mas se dizia
aprendiz.

Cheio de trevas no coração, embora o sol
fizesse rachar o caminho sobre o qual
trilhava, foi surpreendido com uma luz
ainda mais intensa e com uma voz forte
e fraterna.

Imediatamente, percebeu que idolatrava sua
própria sabedoria para pensar e decidir a sua
própria força para fazer e acontecer.

Entendeu que o Deus distante estava perto e
que dos olhos dele não saía fogo aterrador mas
pingavam pétalas de amor.

Quando se dispôs a seguir, escutou que devia
esperar por um pastor que o tomaria pelas mãos.
Entre as coisas que dele ouviu, mãos entrelaçadas,
uma era que deveria se retirar para bem longe,
reaprender certo e revisar sua razão de existir.

Como todos nós, Saulo precisava de uma mente
lúcida, de um coração generoso e de uma mão
firme.
Deus lhe enviou Ananias.
Na verdade, durante toda a sua vida, esteve em
busca de Ananias.

Pensou que o encontrara nos mestres de Tarso,
que eram apenas lúcidos.
Achou que era Gamaliel, que era apenas firme.
Foi Ananias quem varreu as escamas dos seus
olhos (Atos 9.1-19).

Quando estivesse pronto para a vida e para a
missão, ele precisaria de outras mãos
a conduzi-lo.

Israel B. Azevedo

 

“Se você não sabe para onde está indo, pergunte
a alguém que já esteve lá”. (J. Loren Norris)

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