A GRATIDÃO III

A FESTA DA GRATIDÃO

Uma vitória é sempre um triunfo coletivo.

O atleta que cruza a linha de chegada,
recebe os aplausos e, depois, os louros
e os louvores, chegou acompanhado por
dezenas de pessoas, embora invisíveis.

O escritor que digita a última palavra de
sua obra não é solitário, embora apenas
o seu nome figure na capa do livro que
será lido por uma multidão de indivíduos.

A mãe que sorri para a alegria maior de
sua vida — o bebê envolto em panos e
deitado sobre o seu colo — não o trouxe
sozinha à luz.

O estudante que exibe numa parede o
diploma ou na gaveta o contrato que
premia seus anos de dedicação não se
tornou por si só o que o seu titulo ou
função certifica.

Mesmo quando o vencedor publica os
nomes dos seus colaboradores, lembrará
apenas uma pequena galeria formada por
pessoas cujos esforços foram
indispensáveis,

como o vendedor que recomendou um tênis
para o corredor, o tio que ofereceu um livro
ao menino que um dia seria escritor,

a amiga que apresentou à futura mãe o jovem
com quem escreveria uma história de amor
ou o pipoqueiro que disse ao cliente-mirim
que um dia seria “doutor”.

Sempre devemos nos lembrar que não há
conquistas solitárias.

Certos disto, sempre devemos agradecer aos que
correram conosco, apostaram em nossos sonhos
ou desenrolaram os tapetes para os nossos voos.

Israel B.Azevedo

“Um coração agradecido está em festa contínua”.
(W. J. Cameron)

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