A GRATIDÃO I

GRATIDÃO NÃO SE COMPRA

Devemos fazer o bem às pessoas, conhecidas ou
desconhecidas, próximas ou distantes, mas sem
esperar que elas nos agradeçam.

O bem que fazemos com uma de nossas mãos,
pondo a outra na posição de quem aguarda uma
retribuição, não é um bem completo, mas um
negócio, embora arriscado.

O verdadeiro bem não é feito na expectativa de
uma recompensa externa.

Uma troca é um bem que fazemos, mas um bem pela metade.

Quando agimos em busca de uma recompensa, vendemos
ilusões a nós mesmos porque, como proclama um ditado
português, “dinheiro compra pão, mas não compra gratidão”.

São bem-vindos os aplausos, mas temos que nos perguntar
se os estamos buscando, porque que eles podem não vir.

Não devemos nos cansar de fazer o bem (Gálatas 6.6),
seja ele recompensado ou não.

Devemos nos satisfazer com uma recompensa interna, que,
talvez nem o beneficiado perceba.

Devemos agradecer pela mão que estendemos para resgatar,
pela palavra que proferimos para confortar, pelo dinheiro que
compartilhamos para ajudar, pelo afeto que nutrimos para
animar.

Talvez nossos gestos gerem ou cevem uma amizade duradoura
— o que será maravilhoso —
ou talvez sejamos ignorados, mas o que importa é que amamos,
certos de que o verdadeiro amor não depende da recompensa
para entrar em campo.

Israel B.Azevedo

A gratidão é uma moeda que podemos cunhar
para nós mesmos e gastar sem medo de falir”.
(Fred De Witt Van Amburgh)

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