A TRADIÇÃO 01


“Os verdadeiros
progressistas

são os que partem
de um profundo

respeito ao passado”.
(Ernest Renan)

 

Entre os elementos que nos formam está a
tradição.
A tradição nos diz que o que é bonito.
Nós escolhemos dentre as possibilidades que a
tradição preserva e geralmente engrossamos a
fila que ela predominantemente nos recomenda.

Quem nos diz, por exemplo, que determinadas
cores combinam entre si e outras não, senão a
tradição?
A tradição nos diz o que é certo.

Desde cedo, vamos aprendendo o que é correto
e o que deve ser evitado, decisão que pode
variar entre as culturas.

Em uma, por exemplo, ser flagrado na corrupção
leva ao suicídio; em outra, é visto como sinal de
esperteza.

É impossível uma vida sem tradição, mas nem
toda a tradição é boa.

Nem tudo o que a nossa avó nos ensinou vale a
pena preservar.
Na sua voz podem habitar medos e estereótipos.
Neste caso, temos que negar a tradição, mesmo
que consagrada no pensamento popular.

Ou concordaremos, como cantam os
preconceituosos, que um carro mal dirigido é
“coisa de mulher”?

Devemos avaliar as tradições, para valorizar as
que defendem a vida e recusar as que cultuam a
destruição.

Devemos manter as que promovem a justiça e
nos posicionar contra as que sugerem a
manutenção da desigualdade.

Uma tradição boa, sobre a qual não se sopram
boas novidades, é coisa morta.
Para ser mantida, a boa tradição deve ser
renovada, para que continue produzindo frutos
bons para se colher.

Israel B.Azevedo

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