VIVAM AS CRIANÇAS !

“Não é o sofrimento
das crianças que se torna
revoltante em si mesmo,
mas sim que nada
justifica tal sofrimento”.
(Albert Camus)

 

Ficamos enternecidos quando nos deparamos com
a atitude de Jesus para com as crianças, e ainda
mais impressionados ficamos quando nos lembramos
como eram vistas e tratadas no mundo antigo.

As crianças não tinham dignidade própria porque eram
percebidas apenas como a garantia da continuidade da
família.
Suas necessidades não eram priorizadas por seus pais,
que, se achassem que elas iriam atrapalhar, podiam expor
em público seus recém-nascidos para ser levados para
adoção ou mesmo para morrerem.

Um historiador escreveu: “Pesquisei durante cinco décadas
por algum sinal de amor profundo e duradouro entre pai e
filho ou entre marido e mulher nas cartas ou diários
familiares, mas nada encontrei”. (Lloyd DeMause)

Um filósofo antigo, Fílon de Alexandria, que viveu alguns
anos antes de Jesus, ensinou o seguinte:

“É correto que os pais repreendam seus filhos, batam neles,
desgracem-nos e os aprisionem.
Se ainda assim se mantêm rebeldes, a lei permite que eles
sejam punidos com a morte”.

Quando alguns pais, percebendo que Jesus tinha outro
olhar para as pessoas, levaram seus filhos para ser
abençoados, ganharam uma repreensão pública, mas
não de Jesus,  que disse para quem quisesse ouvir:

— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam
que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas
que são como estas crianças.
Quem não receber o Reino de Deus como uma criança
nunca entrará nele.
Depois, “Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo
as mãos sobre elas”. (Marcos 10.13-15)

Ainda hoje precisamos firmar e a reafirmar que as crianças
têm dignidade própria desde a sua concepção e não podem
ser vistas como descartáveis.

Ainda hoje precisamos amar as crianças como pessoas
completas agora, não pelo que poderão vir a ser no futuro.

Ainda hoje precisamos priorizar o atendimento às
necessidades de nossas crianças como um dever, e a família,
a igreja e o Estado não podem falhar nesta tarefa.

Ainda hoje precisamos confiar em Deus como as crianças
confiam esperam.

Por isto, benditos são os que valorizam e cuidam
das crianças, fazendo-as nascer no ventre ou no coração,
alimentando-as, caminhando com elas, defendendo-as
e protegendo-as.

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