GENTILEZA, GERA GENTILEZA! E VOCÊ, O QUE GERA?

Quem conhece a história de José Datrino,
que ficou conhecido como Profeta Gentileza,
na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro,
entre as décadas de 60 e 90, sabe que foi ele
quem imortalizou essa assertiva –
Gentileza gera Gentileza.

 

Tratei profundamente desse lindo tema no meu livro
“O PODER DA GENTILEZA – O modo como você trata
as pessoas determina quem você é”. E depois de tantos
estudos, descobri que a reação das pessoas nem sempre
é tão linear ou óbvia quanto imaginamos ou gostaríamos.

De modo que podemos fazer algumas reflexões.
Por um lado, pode mesmo ser que gentileza gere gentileza,
assim como falta de gentileza tende a gerar falta de gentileza.
Algo como”pago na mesma moeda”. Entretanto, também pode
acontecer da gentileza nem sempre gerar gentileza e a falta de
gentileza nem sempre gerar a mesma reação no outro.

Isso significa que, diante de atitudes gentis, algumas pessoas
ficam desconfiadas ou com medo de retribuir e se darem mal.
Por isso, reagem negativamente. Algo como “quando a esmola
é demais, o santo desconfia”. Assim como diante da falta
de gentileza, algumas pessoas fazem questão de reagir com
gentileza só para mostrar que existem outros tipos
de comportamento. Algo como “dar um tapa com luva de pelica”.

Só por isso, já podemos concluir que pessoas são únicas e agem a
partir de suas crenças. E crenças existem muitas.
Desde as limitantes e que nos impedem de enxergar alternativas
mais criativas diante de um gesto não gentil, até as edificantes, que
nos destaca da mediocridade e nos torna pessoas mais alinhadas
com o propósito de fazer dar certo.

A questão é: e você, o que tem gerado? Quais têm sido suas crenças?
Aquela do tipo “chumbo trocado não dói” ou
“eu não levo desaforo para casa”? Ou você tem sido daquelas pessoas
raras, admiráveis, com quem a gente sente vontade de conversar,
conviver, ser amigo ou até algo mais, de tão gostosas
(no sentido amplo e profundo) que elas são?

E tem mais: muitas vezes, ser gentil com quem a gente vê
uma vez ou outra pode ser bem mais fácil do que ser gentil
com quem a gente mora, com quem a gente divide intimidades
e até com quem a gente trabalha. Pessoas assim são aquelas
consideradas “um doce” fora de casa e “um demônio” dentro, sabe?

É.… dessas existem aos montes, infelizmente! E nem se dão conta
de que estragam tudo, perdem o melhor de sua própria festa.
Tomara que em algum momento antes de chegarem ao fim da vida,
sejam privilegiadas com o amargo sabor do arrependimento por não
estarem sendo mais coerentes com seu coração e menos preocupadas
com uma máscara perfeita para exibir socialmente.
E assim, possam recomeçar de um modo mais gentil!

Mas sabe o que é o pior de tudo? É quando confundimos gentileza
com educação ou com romantismo. Gentileza, minha gente, não é nem
educação e nem romantismo. Não se trata de dizer “bom dia”,
“com licença” ou “por favor”. Nem se trata de mandar flores, preparar
um jantar à luz de velas ou puxar a cadeira para uma dama se sentar.
Tudo isso é lindo, ótimo e quanto mais você fizer, melhores serão seus
relacionamentos, sem dúvida. Mas, ainda assim, não se trata de gentileza!

Gentileza é enxergar o outro de verdade. É escutar mais e falar menos.
É ponderar no momento em que ele não concorda com você.
É não revidar. É não disputar para ver quem fala mais alto. É conseguir
“baixar a bola” no momento em que “o bicho tá pegando”.
Sabe aquela hora que os ânimos estão exaltados, a briga está prestes
a começar e você consegue respirar fundo e propor um consenso?
E se não der, que ao menos proponha recomeçar a conversa
quando estiverem mais calmos?

Gentileza, meu caro, é ser bem mais fiel ao que você sente do que
ao seu orgulho, à sua vontade de parecer seguro, autossuficiente e
inabalável. Gentileza é, por fim, ser tão gente quanto qualquer outra
pessoa, seja ela quem for. Porque, no final das contas, felicidade tem
muito mais a ver com o modo como tratamos as pessoas
do que podemos imaginar…

Por Rosana Braga

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência,
amabilidade (gentileza) , bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio.
Gálatas 5:22

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